10 maio 2006

Luís Monteiro da Cunha

Como_vida



A areia molhada
dos meus pés embebida
enlevada a alma na serena
onda perdida deste oceano
liquido de cristais
que não escuto

Sinto-o
apenas na minha pele
essa força que resiste
vagamente após vaga
corajosamente persiste
só porque existe

divago
embalado
neste
sonho de mundo
acordado

solitária ilha
cercada
de ser

aos meus pés molhados
cola-se-me a areia
como_vida a afagar

os meus pés
cansados
cristalizados

não reparo


© Luís Monteiro da Cunha

5 Comentários:

Às 13/5/06 16:36 , Anonymous Anónimo disse...

Bem para quem vive numa ilha estas palavras soam com mais significado. Muito bonito. Bom fim de semana.

 
Às 13/5/06 18:47 , Blogger Castor (moi-je...ehe, ehe) disse...

Como já disse algumas vezes, acho difícil comentar poemas... apenas posso dizer que me soou bem... UGA!

 
Às 14/5/06 20:00 , Blogger lena disse...

ainda de férias??

bem, tb estou em casa mas não é férias, antes fossem férias

continua e aproveita estes dias lindos meu querido poeta

beijinhos beijinhos

só agora reparei deixei um comentário em cada lado, o primeiro não ficou aqui, deve ser efeitos de estar em casa

beijinhos e um abraço Luís

lena

 
Às 15/5/06 21:23 , Blogger Pink disse...

Luminosa foto que ilustra um belíssimo poema, em que usas as palavras como só os poetas sabem!

Um beijo

 
Às 16/5/06 11:26 , Blogger soslayo disse...

Meu Amigo Bufagato:

Como me dás a possibilidade de comentar duas vezes, pois existem duas formas de o fazer, uma à esquerda e outra à direita é só escolher.

Se me apercebo da tua sensibilidade neste poema, estás como uma pessoa estática numa praia de areia onde divagas feito Ilha com os teus pensamentos cristalizados a teus pés. Muito bonito. Um grande abraço.

 

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