25 abril 2006

Luís Monteiro da Cunha

"A marcha da r_evolução"

Liberdade

do Lat. libertate

s. f.,
- faculdade de uma pessoa poder dispor de si, fazendo ou deixando de fazer por seu livre arbítrio qualquer coisa;

- gozo dos direitos do homem livre;
- independência;
- autonomia;
- permissão;
- ousadia;

(no pl. ) regalias;
(no pl. ) privilégios;
(no pl. ) imunidades.

- de consciência: direito de emitir opiniões religiosas e políticas que se julguem verdadeiras;

- de imprensa: direito concedido à publicação de algo sem necessidade de qualquer autorização ou censura prévia, mas sujeito à lei, em caso de abuso;

- individual: garantia que qualquer cidadão possui de não ser impedido de exercer e usufruir dos seus direitos, excepto em casos previstos por lei.


Disfrute-se plenamente da Liberdade.
Não esquecendo que a nossa liberdade cessa, quando colide com a liberdade de outros!
Sejamos livres, conscientemente!
Bufagato




"A Marcha da R_evolução"

Era uma noite, como qualquer noite
Das noites, dos nossos dias,
E já batia a meia-noite,
Quando na rádio se ouvia,

Aquela musica serena,
Ordem e senha
[de fraternidade,
"O povo, é quem
[mais ordena"
Vamos tomar a cidade,
Ao som da vila morena]

Já o Carvalho resoluto
Proclamara ao António
Qu'este governo corrupto
É déspota, emissário do
[demónio!

E o programa de salvação
Está em marcha nacional
Para restabelecer a eleição
Dos desígnios de Portugal!

Suprindo a falta cívica
De homens que assim são
È dever das forças armadas
Cumprir esta nobre missão!

Sanear cada instituição!
Ilegítimas do poder
Para ao povo devolver
A esperança da Nação!

Já o Paulo, havia cantado
"E Depois do Adeus"
Eram lançados os dados
Pela escuridão dos céus

Mas o povo sai à rua
Não quer ser mudo e quedo…
Anseia que passe a "Bula"
(1)
Certa, na queda de Marcelo!

È vê-los, sobre os tanques,
Abraçados aos militares
São novos, velhos, crianças
Felizes, transpiram cantares

Brilham os olhos esperançosos
Nos dias vindouros de esperança
Mas os momentos são ditosos
Pulsam como coração de criança

E o cravo do jardim florido
Único sangue que jorrou
Ao peito do destemido
Que de escarlate cantou

E das armas, silenciadas,
Eram os grilhões vencidos
Nos gritos que o povo dava!

E nasce a Salvação Nacional!
A liberdade cívica é fraternal
Promove-se a eleição geral
E o mundo por fim, escuta Portugal!

Honra aos heróis!
Homens nobres de coragem
Ousaram parar o tempo!
Abriram as janelas
De novo fôlego e aragem

E surgem novos sóis!

A cada fugaz momento
Eleva-se um nome: Portugal
No enorme firmamento,
Desta nossa aldeia, global!

Viva Portugal!



(1) - Nome da chaimite que transportou Marcelo aquando da sua rendição

© Luís Monteiro da Cunha

12 Comentários:

Às 24/4/06 23:46 , Blogger Luís Monteiro da Cunha disse...

E em Liberdade me expresso
Livre
como passarinho
que no alto desta
árvore
escolho fazer ninho
e proclamo a minha
verdade
arguto e pleno
de
mansinho!

Bom feriado e sempre a evolução começada pelo R_

Beijinhos e abraços
Luís

 
Às 25/4/06 01:30 , Anonymous animaleja disse...

"Não esquecendo que a nossa liberdade cessa, quando colide com a liberdade de outros." Ora aí está uma coisa que a maior parte do pessoal desconhece ou então, porque é mais prático, pura e simplesmente ignora. Bom Feriado! 25 de Abril SEMPRE!!!

 
Às 25/4/06 04:06 , Anonymous sonia9 disse...

Infelizmente algumas pessoas confundem liberdade com libertinagem e é aí que, tal como tu dizes, colidem com a liberdade dos outros. Bom feriado. Viva a liberdade e a democracia.

 
Às 25/4/06 11:13 , Blogger Lua disse...

Viva o 25 de Abril SEMPRE!!!
Beijinho,

 
Às 25/4/06 13:50 , Blogger soslayo disse...

Bufagato:

Líndíssimo este poema descritivo do amanhecer de uma nova aurora que floriu em Abril mais precisamente de 24 para 25 de Abril de 1974. Segui-o com todo o interesse e senti uma sensação indiscritível de Liberdade com responsabilidade como não podia deixar de ser! Gostei de saber que o chaimite do Marcello designou-se por "bula". Pois, eu vi desembarcar no aeroporto do Funchal da altura o "bula". Viva o 25 de Abril, que não pode perder o tal R_ de que te referes, porque a sociedade está sempre a mudar nada é estático e tudo tem de continuar. Um Bom 25 de Abril para ti amigo.

 
Às 25/4/06 14:56 , Blogger Grilinha disse...

Bonito poema.
Recordo o dia 25 de Abril como se tivesse sido ontem e a manifestação do 1º de maio de 74 foi única.
Tenho pena de não ter fotos dessa época mas estão vivas na minha memória as imagens de alegria e união do povo.
Que a Liberdade nunca se afaste do caminho das nossas gerações.

 
Às 25/4/06 22:37 , Anonymous gaivotadaria disse...

Sabes as palavras que mais gostava quando haviam manifestações? Igualdade! A outra a seguir: Fraternidade!Seria a minha ingenuidade de então que me fazia acreditar que isso podia ser possível?!
E a liberdade?! Que pena a evolução a ter desfigurado...

E assim proclamei a minha verdade sagaz e de mansinho, pegando nas tuas palavras, usando o teu cantinho. Tinha de acabar isto rimando com uma pitadinha muito pequenina de humor :) Bom resto de feriado, ainda o é até às 00:00h :)

 
Às 26/4/06 09:38 , Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

Luis

REgresso em força e com um tema apropriado ao momento.

Gostei!

 
Às 26/4/06 13:29 , Anonymous Arte por um Canudo 2 disse...

Simplesmente lindo! Uma rica homenagem com este poema ao 25 de Abril.Há quem diga que o 25 de Abril não é como o primeiro, onde havia muita fé. Acredito que esta fé se foi esvaziando pelas várias situações ao longo destes 32 anos.Mas que não se apague da memória esta data e o que ele significa...regressaria o medo. Viva o 25 de Abril. Abraço

 
Às 26/4/06 17:43 , Blogger Minhoca (moi-meme aussi...hoin,hoin) disse...

"Sejamos livres conscientemente" - Gostei. Apoiado e afirmativo!!!!

 
Às 26/4/06 20:21 , Blogger Leonoretta disse...

bonita homenagem à revolução. acho que quem assistiu deverá sempre falar dela.eu estava quase a fazer treze anos.
abraço da leonoreta

 
Às 28/4/06 11:34 , Blogger Papoila disse...

Bufagato que belíssima homenagem ao 25 de Abril que me comoveu. À liberdade está inerente a dignidade, os tais limites ...acaba onde começa a liberdade do outro. Beijo

 

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