27 março 2006

Luís Monteiro da Cunha

Pautas da vida

Solitário


A espera é solitária
como solitárias são todas as esperas
as mãos contritas, perdem-se em abstractos
desenhos etéreos como batutas
cortam o ar, mas a orquestra não acompanha o movimento
A cidade não se compadece
e alheia, segue os acordes definidos
em cada banco de nevoeiro matinal…
São as pautas da vida




© Luís Monteiro da Cunha

9 Comentários:

Às 27/3/06 02:06 , Blogger Luís Monteiro da Cunha disse...

Quem espera... desespera!
Mas também quem porfia, acaba por alcançar...lol



Boa semana, serena e profícua

Beijinhos e abraços

 
Às 27/3/06 11:08 , Blogger © Piedade Araújo Sol disse...

...
Pautas da vida

Pautas sentidas....

 
Às 27/3/06 15:22 , Blogger De Amor e de Terra disse...

Olá Luis "Bufagato"!
Gostei muito!!!
Quanto a mim o seu melhor Poema; é claro, daqueles que conheço.

Um abraço da

Maria Mamede

 
Às 27/3/06 20:09 , Blogger Papoila disse...

O Amor tem o sabor da Esperança, por muito que as pautas da vida façam esperar. Beijo

 
Às 27/3/06 21:56 , Blogger lena disse...

a cidade cresceu nas ruas perpendiculares,
nítida
de horas encontradas

dentro de sons
encolhidos na magia da noite

na solidão o homem sonegou as palavras
amontoadas
...

"são assim as pautas da vida"


lindo!

adorei ler-te


beijinhos muitos para ti Poeta


lena

 
Às 27/3/06 22:28 , Anonymous Anónimo disse...

Bem Luis entendi cada silaba dos teus escritos, estive a ler-te pois já algum tempo que não conseguia ter tempo para tal.
Gostei e em particular deste.
Mas como em toda a espera, depois do objectivo alcançado, tudo se torna bem mais doce...
Jinhos ternos

 
Às 27/3/06 22:46 , Blogger BlueShell disse...

bem sei, bem sei....também ninguém disse que a vida ia ser fácil, né?

Beijito...Posso?
***BShell***

 
Às 28/3/06 01:08 , Blogger Kalinka disse...

Pautas da Vida
neste momento
pautas nostálgicas
cheias de pranto e dor
quem me dera, um dia
ter na vida
Pautas de Amor.


Beijokas.

 
Às 2/4/06 13:41 , Blogger soslayo disse...

Bufagato, «a batuta corta o ar». Mas há sempre acordes definidos em cada banco de nevoeiro matinal...». A esperança sempre perdura. Um abraço.

 

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