07 outubro 2007

Luís Monteiro da Cunha

Presença

foto: lmc2007
Vai um cafezinho?

Não é pelo café,
este é apenas o pretexto.

Basta-me a companhia,
poder olhar-te nos olhos,
escutar as palavras,
reconhecer ideias,
cruzar pensamentos...

voos novos, quem sabe...


Bom domingo!


lmc

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06 agosto 2007

Luís Monteiro da Cunha

pelo mondego

foto: lmc2007







Também aqui à porta do amigo Xavier Zarco
deambulei, sonhei e perdi-me!

Coimbra terra de encantos
das batinas e das violas
das roliças guitarras
da rosa e seus cantos
a todos nos consolas
barcos sem amarras

lmc



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03 julho 2007

Luís Monteiro da Cunha

Férias... Upalalá!




fotos: lmc/2007




Até que enfim, custou mas chegaram as férias!


Vou descansar, recarregar baterias, sorver novos ares, apreender novos conceitos e vivências.

Conto desfrutar de algumas praias (apesar deste tempo inusitado) e de ares calmos da natureza.

Como sempre, não planeio as férias ao milímetro.
Gosto de vogar ao sabor dos ventos e marés. Assim, saboreia-se melhor o prazer da descoberta, nunca se sabe o que se vai encontra ao virar de cada esquina, por detrás de cada monte ou montanha, ou depois de cada floresta. Um novo rosto; outros sorrisos; outras ideologias; outros festejos do meu povo laborioso e afável.

O mais interessante, neste viajar sem correntes pré-determinadas, é o facto de conseguir desfrutar do que não temos no quotidiano opressor: Liberdade!
Será também, é sempre, o regresso às origens do animal que habita em mim, que apesar de necessitar de convívio salutar, precisa também destes momentos incógnitos, sem peias que o castrem.

Sejam livres, na medida do possível, porque eu... estou por cá, neste Portugal tão pequenino, mas enorme na descoberta. Quem sabe, se me cruzarei com alguns de vós!

Entretanto, até ao próximo dia nove (feriado do concelho da Maia), decorrem as festividades da cidade da Maia com várias actividades e iniciativas folclóricas e culturais. Se puderem, passem por estes dias ou noites pela cidade, não se arrependem, pois todos os dias existem várias animações, tanto culturais, como a feira do livro e a feira do artesanato; assim como musicais e visuais... não percam!


Até já...




aquele abraço


luis






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29 maio 2007

Luís Monteiro da Cunha

Se olhares


foto: lmc/2007




lágrimas cintilantes
nascem dos olhos
dos poetas
[crianças - livres]
como oceanos
acordassem cada peito
numa brisa
de palavras alvas
e mansas
e se quedassem
eternas
reflexivas
imanentes

Luís Monteiro da Cunha
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02 maio 2007

Luís Monteiro da Cunha

Entre as bátegas do vulcão


Foto: © Lmc2007





Uma saudade, dorida, de mar
Uma vontade atroz, de maresia

As margens sempre tão lúcidas
nas vagas loucas de sedução

Não existia colorido – tudo
era verde e cinza – o mar;
o céu; as gaivotas, o vento;
– este mundo que foge –
fugia-me, a perder de vista

A multidão que não existia
e tão só, entre as bátegas
o som, adormecido do vulcão,
acorda estranhos e ausentes
riachos, risos contemplativos


Luís Monteiro da Cunha


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30 março 2007

Luís Monteiro da Cunha

Sempre existem margens


foto: ©bufagato/2007




Repara na serenidade
dos elementos
limitados nas margens
limitam-se ao ser
simplesmente o que são

Aí reside a sua beleza
a energia do seu rosto
espelha e fomenta a realidade
dos sonhos cativos no corpo
não existe mais idade, ira
ou desprezo submissão

são os elementos as dádivas
que se recebem de mãos nuas
o eterno sorriso de amor
pelo pouco que se basta
por ser maior o gesto que
comunga a adoração
que no momento devassa
a eterna solidão de ser.



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18 janeiro 2007

Luís Monteiro da Cunha

Bailando suspensa


Foto de arquivo: Lmc/2007



Bailando suspensa


Não importa o corpo que te veste
Apenas precisas saber, reconhecer que és
alma de bailarina em cipreste, suspensa
nos ramos de vida, contida, neste sopé,
suposta, do que deseja ser.

Onde a formosura, senão dos olhos.
Onde exista já, a tradução
podes ser aromeira ou arminho.
Pedra lisa, abrolhos, de sonhos
apertadinhos, na fabulação.

Se contemplam,
existes.
Dependes
da imaginação.


© Luís Monteiro da Cunha

Reparem bem na foto!
O que vêem?
Simples ramos, ou algo mais...


Bom fim de semana

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18 dezembro 2006

Luís Monteiro da Cunha

Lago letárgico


foto: Bufagato/2006


Um lago de águas doces e adormecidas
Fornecem a melancolia do vogar sereno
Pensamentos que se descruzam no final da tarde
O sol morre num adeus fecundo de lampejos
Do verão de São Martinho, restam as mãos nuas
Troncos em penitência na carne lavrada
Os deuses cegaram nos espelhos das docas.
Nas adormecidas e doces águas douradas
Apenas riscam o ar seres alados nas circulares
Superfícies que brotam das fecundas profundezas
Giram nos círculos indefinidos da energia cintilante
Infinitamente circulam nos quadros da íris
Como sonho nascem as imagens que acordam a letargia.

Luís Monteiro da Cunha

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03 dezembro 2006

Luís Monteiro da Cunha

foto: Bufagato/2006


Acreditem
estou com saudades
.


da folha derramam-se pétalas



Desejou o sol aconchegar
essas pétalas nuas
puras pérolas do amanhecer.


Concebeu-as gota
a gota de corpo brilhante.


Derramam a coroa da floresta
no instante, da folha irisada,
no rosto imaculado
que lhes resta.


Luís Monteiro da Cunha

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07 novembro 2006

Luís Monteiro da Cunha

Neblina Rubra


foto: Bufagato/2006



Ao longe a ponte funde-se
Na barcaça que silenciosa desliza
Na rubra neblina
Perde-se no gume da quilha
Que fere a água adormecida




© Luís Monteiro da Cunha

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