21 novembro 2007

Luís Monteiro da Cunha

Inconsciente

foto de lmc/2007


São esses instantes, amordaçados
no papel brilhante de sorrisos
que semeiam no corpo, o
fruto do nosso amanhã

Procura-se o passado
a firmeza do chão
um dia fecundo
o sonho adiado
que um dia, de ilusão,
coloriu de mundo
o nosso peito inflado,
acreditando no coração
(de um modo desajeitado)

O poço é profundo
sempre saciará
o sono do futuro
advirá do sonho
melhor mundo?


Luís Monteiro da Cunha



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04 novembro 2007

Luís Monteiro da Cunha

espera nça

foto: lmc2007






espera

ao longe
a bruma
dissipa-se

quem sabe
ali estará

o barco
de sonhos

dissipado
na bruma

ao longe

à espera


lmc

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02 maio 2007

Luís Monteiro da Cunha

Entre as bátegas do vulcão


Foto: © Lmc2007





Uma saudade, dorida, de mar
Uma vontade atroz, de maresia

As margens sempre tão lúcidas
nas vagas loucas de sedução

Não existia colorido – tudo
era verde e cinza – o mar;
o céu; as gaivotas, o vento;
– este mundo que foge –
fugia-me, a perder de vista

A multidão que não existia
e tão só, entre as bátegas
o som, adormecido do vulcão,
acorda estranhos e ausentes
riachos, risos contemplativos


Luís Monteiro da Cunha


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12 fevereiro 2007

Luís Monteiro da Cunha

Quando as brumas ousam


foto: lmc/2007


Quando as brumas ousam


Passo a passo sempre conto
brumas que levanto e se erguem
levitantes pelo cabeço.

Outras mais submersas feéricas
ofuscam os sentidos e os braços.

Não vislumbro o delta
que fazer delas?

Apenas conto
leves farrapos.


Luís Monteiro da Cunha

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