01 julho 2006

Luís Monteiro da Cunha

Rosa Escarlate

Reparo nas ondas disformes,
Dispersas, na alvura manchada,
Dos lençóis sedosos, da nossa
Cama em desalinho, abandonada.

Da bela e alva luz projectada,
Ferem-me os olhos ,o sangue,
Da rosa desfalecida, exangue,
Por ti depositada na madrugada.

Contigo amor, levaste a luz.
O sol e a vida que me sustém.
E nestes lençóis me seduz,

O teu odor que ainda contém.
E neles a tua silhueta amada
É pelos meus dedos percorrida

Vezes sem conta, delineada,
Renunciando a despedida.



© Luís Monteiro da Cunha

7 Comentários:

Às 29/6/06 02:45 , Blogger Luís Monteiro da Cunha disse...

É apenas por manifesta falta de tempo, que ainda não vos vistei a todos, mas aos poucos, os visitarei.

Obrigada pelas vossas generosas palavras, que muito me alentam e comovem.

Boa semana

Beijos e abraços
Luís

 
Às 29/6/06 11:13 , Blogger soslayo disse...

Bufagato:

Muito bonito este teu soneto:

«Reparo nas ondas disformes,
Dispersas, na alvura manchada,
Dos lençóis sedosos, da nossa
Cama em desalinho, abandonada.»

Um grande abraço poeta. É a rejeição à despedida.

 
Às 29/6/06 18:21 , Anonymous Anónimo disse...

Olá vim deixar um beijinho e dizer que não morri apenas tenho estado ausente.

 
Às 30/6/06 00:36 , Anonymous Anónimo disse...

Está belo belo belo... e depois, pessoalmente,"diz-me muito" ...Adorei - beijinho;*

 
Às 30/6/06 10:18 , Blogger Cláudia disse...

Não podia passar em branco, premeaste-nos novamente com um belo poema. É engraçado porque ao lê-lo todas as palavras que possamos ter em mente, desaparecem, apenas fica aquilo que o poema diz a cada um de nós. Beijo *

 
Às 2/7/06 14:05 , Blogger lena disse...

Luis mais um dos teus belos poemas, já não há palavras para dizer o sentimento que os mesmos transmitem

és Poeta e isso sentes-se no que nos deixas

a beleza e a sensibilidade estão presentes em cada verso teu


parabéns Poeta

quero o livro...

beijinhos para ti meu amigo e um abraço


lena

 
Às 4/7/06 23:26 , Blogger Pink disse...

Muito belo este poema, amigo Luís. O retardar ou recusar a despedida de momentos belos de amor e entrega dos quais não nos queremos seprarar. Lindo! Destaco: "Contigo amor, levaste a luz./O sol e a vida que me sustém."

Um beijo, poeta!

 

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