09 julho 2005

Luís Monteiro da Cunha

Já vi este filme

Infelizmente, já vi este filme várias vezes.
Invariávelmente, o fim é sempre o mesmo, inocentes a pagar facturas que devem ser cobradas a outros.
Este caso no metro em Inglaterrra revolta-me e enoja-me.
Constatar que o ser humano é tão intolerante e intransigente para com os outros, no entanto pouco ou nada faz para se modificar e tornar este mundo mais rico de amor e fraternidade.
Compreendo e tento ter uma mentalidade aberta a todas as ideologias e teologias.
Mas não admito extremismos, radicalismos e fundamentalismos.
Aprendi que ninguém é dono da verdade e por muito que nos custe devemos sempre ouvir o outro lado da questão, a qual também se arvora dona da sua verdade. Como é possível existir mais do que uma verdade?
Toda a verdade é válida, consoante a interpretação que se lhe queira dar.
A educação também contribui para a verdade.
Um europeu, considera como válida e verdadeira a sua filosofia de vida.
Um africano ou asiático, abomina essa mesma filosofia de vida.
No entanto, qualquer deles no seu intimo desejam ser como nós e usar o nosso estilo de vida, mas os seus preconceitos, credos ou religião naõ o permitem e se não se podem juntar a nós, consideram-nos por isso inimigos.
Para quando o entendimento e a difusão de cultura universal.
Sem cultura e desenvolvimento, continuarão a persistir os Bin Ladens deste planeta.
Até quando?


Tu, que sofres no teu canto
e choras de mansinho
ainda a madrugada não chegou,
sofres calada e submissa
as agruras e maus tratos
de quem nunca te abençoou!

Cabisbaixa e acabrunhada
é esse teu destino afinal!
Ouvir, calar sem refilar
ou o chicote vai estalar
no corpo que já não sente
por sofrer tanto mal!

De minha autoria, não sou versado na matéria, mas estas letras não podia deixar de postar, peço desculpa aos poetas.

A todos os injustiçados!


Luis Cunha

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