02 janeiro 2007

Luís Monteiro da Cunha

Esperanças

foto: Bufagato/2006

No último dia, do sexto ano,
deste segundo milénio
da nova era…

Observando o vasto legado
vertido no barro e na pedra
helénica. Colunas perfeitas suspensas
de histórias que se esvaem do papiro.
Quanta graciosidade, desmedida,
Perpassa pela íris viajante de quimera.
De espera vivida. De sucessivas eras…

Apesar de todo o sonho esquecido,
(nas amordaçadas, bolorentas) palavras
parecem sussurrar de novo, a viva e infame
vontade de sentir o agasalho do jugo
da liberdade da premissa.

Que restará de nós, neste amanhã?
Desmemoriados, apenas exigimos
Feitos por outrém
(que pugnamos por olvidar).

Porque medeiam os séculos na (in)existência
Dessa mente transcendente, evolutiva,
de reconhecimento - a serenidade
é a mãe da evolução mental.

Se cada passo é um marco,
que o próximo futuro
seja sereno e profícuo
para a castigada mente humana.

Bom ano 2007

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5 Comentários:

Às 2/1/07 19:24 , Blogger Luís Monteiro da Cunha disse...

Neste novo ano que dá os primeiros passos no velho caminho,
quero agradecer-vos todas as felicitações e desejos que me dirigiram, retribuindo a esperança que despositaram.

Sei que velhos
são os desejos
Mas renovadas
são as aragens
da perseverança.

Tudo de bom para 2007
Obrigado
luís

 
Às 3/1/07 23:49 , Blogger delta disse...

Sou mais pelas brisas suaves...:-)

Um bom ano para ti e todos os teus.

Beijinho

 
Às 6/1/07 21:54 , Blogger Pink disse...

Esperanças no começo do novo ano ...

Um Feliz 2007 para ti, Luís!

Um beijo pink :-))

 
Às 6/1/07 23:23 , Blogger Flor de Tília disse...

Ler a tua poesia é um alimento para o espírito. Bem hajas e continua a escrever.
Beijinhos

 
Às 8/1/07 16:09 , Blogger a d´almeida nunes disse...

Faz-me bem vir aqui sentir esta brisa nostálgica, ao mesmo tempo, a tentar incutir-nos a esperança em dias melhores...
Bom 2007, Luís.

 

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